Isto me lembrou de um ponto de vista que descobri depois de ler Júlio Verne. Eu iria detestar dar a volta ao mundo em 80 dias.
Não me entendam mal, não é que eu não goste de viajar. Mas eu acho que cada país tem tanto a se conhecer, explorar, descobrir, aprender, que uma passagem rápida [ou mesmo distante, no caso das aéreas] jamais seria suficiente para essa sede imensa que eu tenho do mundo. Seria como um único gole para uma garganta seca: só traz mais sede.
Decorar passagens, descobrir lugares especiais além dos pontos turísticos: não há tempo, não há tempo!
Hoje, me imaginando no dia 81, de volta à minha casa, deitaria na minha cama, no meu quarto, lembrando da torre Eiffel e da de Pisa, da Estátua da Liberdade e das Pirâmides de Gizé e me sentiria incompleta. Talvez porque quisesse parar num café qualquer do Champs-Eliseés e olhar o tempo, porque gostaria de ter parado no pé da Esfinge até decifrá-la. Porque gostaria de ver tudo, e me contentaria com um único país que fosse. Se fosse para ser completo.
O mesmo para os livros. Ainda que fosse para ler somente um autor: ler tudo, entender, decorar.
Só o que é pleno me satisfaz.
Tá, não foi dos melhores que eu escrevi. O clássico da "boa idéia não devidamente aproveitada" mas dêem uma folga, minhas férias começam tecnicamente amanhã. Vai vir coisa melhor, garanto.

Então, uma homenagem ao melhor grupo de teatro: Tá "assim" de gente querendo!!!