
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Soprando velinhas

domingo, 20 de setembro de 2009
Augusto e eu
O tempo passou e eu parei de desviar os olhos e passei a ouvir o que ele tinha a dizer. Do quanto a vida é curta, a dor é grande e os amores são cruéis. E inicialmente eu discordei de tudo. Depois, só bem depois, foi que eu vi que não precisava concordar ou não com ele: era simplesmente uma questão de reconhecer que aquela era a verdade dele e respeitá-la.
Foi aí que eu vi que Augusto mexia comigo mais do que qualquer outro. Depois das palavras dele, eu pensava por muitas horas, e várias vezes chorei. E vi o quanto a verdade dele podia ser tão verdadeira às vezes.
Alguns dizem até gostar de Augusto, mas que ele é boa companhia somente nas horas de tristeza ou desespero. Eu já acho justamente o contrário: só se deve procurá-lo nos dias de sol, quando se está absolutamente bem resolvido com a vida e os amores. Primeiro porque, apesar de compreensivo, ele não é muito consolador e apresenta algumas ideias suicidas. Segundo porque ele sempre oferece bebida e cigarros nessas ocasiões, e eu não aprecio nenhuma das duas coisas.
Então, caro leitor, no seu dia de sol quando for encontrar Augusto, é muito provável que ele diga todas as coisas de sempre. E quando ele disser que a felicidade não existe você vai sorrir, apontando para si e dizendo "existe sim, olhe aqui" e ele vai balançar a cabeça descrente e acender um cigarro. Você vai voltar para sua vida e seus amores muito mais ciente da real existência deles e vai pensar "Augusto, seu tolinho, você não sabe o que está perdendo".
Não, ele não sabe. Mas graças a ele você sabe o que está ganhando.
Augusto.
Dos Anjos.
Poeta naturalista.
Nascido em 1884.
Para quem não teve a honra de conhecê-lo ainda: http://www.releituras.com/aanjos_versos.asp
http://www.jornaldepoesia.jor.br/augusto03.html
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Blog Day 2009

As regras são as seguintes: cada um deve indicar em seu blog cinco blogs alheios, de preferência que tratem de assuntos e culturas diferentes da sua.
sábado, 22 de agosto de 2009
"Pega a faca e mata!"
Outro dia me deparei com o álbum mais ferrenhamente vegetariano que já vi. 95 fotos de pura militância anticarnívora. Quando cheguei à 40ª foto, já estava considerando a hipótese de me tornar herbívora até que ouvi o chamado de "quem quer hambúrguer!?" e fim da história.
Neste meu curto tempo de vida até agora já ouvi absurdos como "eu não como carne, só como picanha" e "eu sou vegetariana, mas como nuggets". Claro que isso dá o que pensar. As pessoas não comem carne por diversos motivos, algumas por gosto, outras pelo peso e muitas por filosofia de vida. Gosto e peso são problemas muito pessoais, então vamos à filosofia.
É comum ouvir grandes dissertações sobre as emissões de metano causadas pelas criações de gado mundo afora. Acontece que os aterros sanitários, onde é depositada a maior parte do lixo orgânico mundial, emitem muito mais metano. E o lixo orgânico, além de restos de carne, inclui também saudáveis e puros restos e cascas de vegetais e frutas. Ainda sobre o monstruoso aquecimento global, é importante dizer que os adorados computadores em que os respeitáveis vegetarianos divulgam suas idéias verdes são produzidos em sua maioria por empresas de capital norte-americano, sendo que os EUA nem assinaram o protocolo de Kyoto.
Outro argumento muito comum é a crueldade com os animais, e é aí que eu chego ao verdadeiro assunto do texto: a crueldade. A crueldade está cada vez mais cruel. Se hoje eu digo que não dispenso um bom churrasco, que o queijo não é a mesma coisa sem o presunto e que não tem palmito que substitua um molho à bolonhesa tem gente pronta para me chamar de assassina. Porém, muitos fecham os olhos para as crueldades cometidas nas touradas, nos rodeios, nos circos, nas rinhas de galo e nos reality shows que divertem todo o mundo.
Reality shows? É, eles mesmo. Afinal, o que poderia render mais Ibope que tortura humana, seja ela física ou psicológica? Que tipo de humanidade senta no sofá para assistir pessoas comendo olhos de cabra, embriões de pintinhos, peixes vivos e outros "alimentos"? Todos prontos para passar por cima dos seus escrúpulos, dos seus valores e dos seus limites para ganhar altas somas de dinheiro. E os filmes? As tropas de elite da vida? Tortura esgota bilheterias.
Crueldade.
E antes que venham com grandes discursos dizendo que a culpa é do capitalismo, que ele torna as pessoas selvagens, estejam os senhores leitores devidamente lembrados que as execuções públicas já eram atração há mais de 2 mil anos e que os combates entre cavaleiros divertiam a sociedade feudal.
A crueldade parece quase inerente. Se a humanidade não evoluiu a ponto de se tornar boa consigo própria, imagine tornar-se piedosa para com os animais. Antes defender a própria espécie! Se bem que, com essa crueldade toda, nem sei porque me dou ao trabalho.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
O Baú de Espantos e o PC
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Pandemia, pandemônio
Sabia?
As protozooses citadas no primeiro parágrafo atingem principalmente as populações pobres que vivem em condições pífias de saneamento e higiene. É por isso que não há sensacionalismo em cima delas: afinal, se a população já está morrendo mesmo por causa da fome e da violência, por que se preocupar com as doenças?Enquanto isto, nas grandes cidades, as pessoas adiam seus intercâmbios e suas viagens internacionais e lotam as clínicas com medo da Influenza A, que já foi tachada de pandemia. E agora por causa da gripe há mobilizações gigantescas da OMS para desenvolver tratamentos, vacinas e conscientizar o povo.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Falsos pudores
3 Pundonor, recato, seriedade.
Verdadeiro.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Catarse ha-ha-ha
humor político se classificaria melhor em "inteligente" que em "barato", mas é bom não confundir: é humor barato versão política. Brasileiro, pois não tenho vivência no exterior para saber como é por lá. Ficou tudo tão engraçado que tem gente se esquecendo até de ficar sem graça.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Posse
Obs.: O Banquinho está no jornal! O artigo sobre o novo ENEM está na edição 37 do Valença em Questão, que saiu na quinta feira. A edição está especialmente voltada para a Educação, e está disponível para baixar no blog do VQ (http://blogdovq.blogspot.com/).
domingo, 28 de junho de 2009
A sociologia e o caipvodka
Como as festas de colégio ainda são familiares, resolvemos vender então algo mais familiar: caipfruta com guaraná para as crianças, com uma dose modesta de vodka para os adultos e fondue de chocolate. Mais para o fim da noite, vendo nosso lucro desaparecer, resolvemos vender
3 - Dos comentários:
Se beber, não dirija.
terça-feira, 2 de junho de 2009
"Tá querendo"
domingo, 24 de maio de 2009
Orgânico não é vivo
domingo, 17 de maio de 2009
Sandice
oisa que o valha". Mas o que é isto, meu Deus?quarta-feira, 6 de maio de 2009
Descoberta
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Um banquinho na caverna
Mais uma vez uma decisão de peso é tomada sem consultar os beneficiados e prejudicados, de modo completamente precipitado assim como foram as cotas.
Os senhores leitores sabiam que aluno quer dizer "sem luz"? (A=negação, luno= luz). Mais alienados e mais às escuras que nunca (ou alienados e às escuras como sempre?) nos sentamos para acompanhar a decisão que decidirá nosso futuro próximo (Outubro!!).
Bem vindos à caverna. Vamos sentar e assistir. Vou pegar um banquinho.
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
O dia em que falsifiquei Drummond
terça-feira, 10 de março de 2009
M.A.P. - O modesto-palanque
É assim que o modesto-palanque vive. Diferentemente dos modestos-holofote, ele nunca admite seus defeitos (aliás, que defeitos?). Ele não precisa da falsa modéstia dos modestos-confete e muito menos da modéstia polida dos modestos-caviar. Ele está acima disso tudo. Acima da modéstia, acima do bem e do mal e, principalmente, acima dos outros.
Conviver com alguém desse tipo pode ser extremamente difícil ou extremamente engraçado: tudo depende de como você vai tratar a questão. Supondo que seu professor seja um modesto-palanque. Ele realmente vai acreditar que a matéria dele é a mais importante e que as demais são apenas "acessórios". E ele nem vai se irritar se você disser o contrário, pois ele tem tanta fé de que é verdade que vai levar na brincadeira.
Até hoje não sei se o modesto-palanque quer se afirmar ou realmente se acha aquilo tudo (creio que é a segunda opção), mas o fato é que ele, mais que todos, sempre deixa a modéstia à parte.
Um experimento divertido: se divirta junto. É o jeito.
Com este texto, fecho a M.A.P., embora nada impeça de um dia eu encontrar um novo tipo de modesto e contá-lo. =) Espero que tenham se divertido.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Reniversário
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Meu avô e o poeta
Outro dia a minha mãe fez uma observação que eu, incrivelmente, não tinha reparado: ele é a cara do meu avô. A mesma careca, as mesmas rugas, as manchinhas, o mesmo olhar de quem já viu e sofreu muito na vida e hoje não se detém mais a isso. O nariz, as rugas, tudo! Meu vô Delso:
Meu avô é um homem simples. As atividades dele são as mais frugais: sapateiro há mais de 50 anos, pesca sempre que pode, cria um milhão de passarinhos (exagero meu, claro, mas quando eu era menor era assim que parecia). Ele sempre se lembra de tudo: o queijo da minha mãe, o jornal de domingo para mim, a vagem que o meu irmão adora. Ele é casado com a minha avó também há mais de 50 anos, tem os mesmos amigos desde sempre e não abre mão da cervejinha na companhia deles em todo jogo do Botafogo. Ele senta sempre na mesma poltrona. Ele está doente.
Eu passei a ver meu avô como um poeta. A vida dele, tão absurdamente simples, chega a ser um poema vivo. O Mário Quintana colocou no papel toda a fugacidade da vida e a beleza das coisas simples dela. Cultivou um montão de palavras para falar sobre os passarinhos, plantas, peixes, estrelas e sonhos. Meu avô cultivou os próprios passarinhos e plantas, pescou os peixes e muitas vezes me mostrou estrelas e sonhos. Meu avô, que nunca escreveu um verso na vida, é para mim tão poeta quanto o príncipe dos poetas brasileiros.
Meu avô, o poeta.
Meu avô se internou ontem com problemas respiratórios. Você, que está aí lendo, se tiver alguma crença, peço que reze por ele. Para mim vai ter um valor enorme. Obrigada.
(13/02)Gente, meu avô vai ter alta hoje, obrigada pelo apoio de vocês!
