terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Roupas coloridas e disparates

De uns tempos pra cá, tenho visto um movimento revolucionário anti "gente colorida" que só faz crescer nas redes sociais. Eu, sinceramente, prefiro as cores neutras e tenho horror declarado às músicas das bandas desse tipo, mas não vejo sentido nessa revolta toda.
Comunidades como "por um mundo mais preto e branco" (!) me chamaram a atenção. Notei também que os maiores discordantes do que agora chamarei de movimento colorido são as pessoas que apreciam o rock.
Ora, quando o rock'n'roll lançou sua estética inovadora, com homens que usavam cabelos compridos, calças justinhas de couro e até salto alto, e tudo preto, muito preto, creio que deva ter causado um estranhamento até superior a esses bizarros tênis de cadarços fluorescentes. E o movimento hippie? Existe algo mais colorido?
No entanto, parece que as mentes de muitos jovens "roqueiros" (detesto essa expressão) envelheceram e se tornaram caretas, isso sim. Ora, revolução certa é só a sua?
Posso particularmente não gostar das roupas e músicas coloridas, mas acho totalmente plausível que surjam novos grupos de pessoas usando e ouvindo coisas diferentes. Qualquer movimento está sujeito à modinha. Socialites já se vestiram como punks quando a alta costura decidiu que isso era o "must" da época (e vira e mexe isso volta). Então, mesmo que haja gente se vestindo dessa maneira "só para aparecer", é legítimo. Afinal, a intenção é justamente aparecer mesmo, chamar a atenção.
Além do mais, esse movimento colorido tem como principais adeptos as crianças (para mim, meninos e meninas de 12 anos são crianças, sim!). Ora, não só é adequado, como também até recomendável, que crianças vistam-se de forma alegre e ouçam músicas sem muitos dramas além dos amores juvenis. Haverá muito tempo para as cores sóbrias e os grandes questionamentos sobre a própria personalidade e os rumos do mundo no futuro, pode acreditar. Eu própria cresci escutando a Xuxa e assistindo aos Ursinhos Carinhosos e hoje sou uma jovem em perfeito estado de sanidade mental.
Aliás, quanto a esses movimentos novos, tenho muito mais simpatia pelos "restartianos" da vida que pelos emos. Pelos menos os primeiros me parecem mais alegres e menos rebeldes sem causa. Muito mais condizente com sua idade e condição de vida (eu, pelo menos, nunca vi um emo ou colorido passando dificuldades).
E digo mais: essa moda de agora também tem o fator positivo de não "sexualizar", digamos assim, as crianças antes do tempo.
Eu, pelo menos, fico mais consolada em saber que as meninas de 12 ou 13 anos deste mundo estão sentadas diante de seus computadores assistindo pela milésima vez ao Justin Bieber em sua performance de Baby, oooooohh e não à Lady Gaga se contorcendo de lingerie.
Não é?

12 comentários:

Marina disse...

O problema é que as pessoas esqueceram o que é ser jovem. Todo jovem gosta de fazer parte de um grupo, de conhecer as músicas da moda da geração deles, se vestir e usar o cabelo como aquele ídolo teen do momento. Que problema tem? Um dia, o gosto deles vai mudar, eles vão descobrir outras coisas, ganhar novas influências.

O jovem, ou a criança, ainda não é adulto para ser julgado como tal. Deixa eles ouvirem o que quiserem. Só espero que eles acabem descobrindo Beatles, nos cds antigos dos pais, em algum momento da vida.

Isadora disse...

Acredito que a criança não pode ser tão criticada por ouvir Justin Bieber ou o que for,até porque sua personalidade está em constante transição. Mas analisando em partes tudo isso,acredito que há uma generalização; porque quando vc citou o movimento hippie e suas roupas coloridas,vc esqueceu de dizer que por trás de tudo havia realmente uma ideologia e uma tranformação histórica e comportamental: a contracultura,o período conturbado da guerra fria,o sufrágio feminino,o amor livre. Atualmente não se vê o estilo musical e visual agregados a alguma concepção maior do que fazer caretas e pregar princípios como "abra a felicidade"segundo a Coca Cola.rsrs
Mas ótima postagem,colega!^^bjs

ROZANGELA disse...

Achei bem interessante o seu ponto de vista. Mas o grande problema, é que parece que nossas crianças e jovens estão "emburrecendo". Claro que não se pode cobrar de uma criança de 12 anos a mesma maturidade de um jovem de 20, mas é que incomoda ver as garotinhas tão alucinadas por Justin Bierber, ou os garotos usarem esses cortes de cabelo horrendos e totalmente sem sentido, só pq as bandinhas da moda (que tbm são pavorosas) usam.

Sei que o movimento do Rock'n roll tbm tinha um estilo no mínimo duvidoso de se vestir, mas pelo menos as músicas diziam mais do que "Ela sai com o cartão do pai, compra tudo e se distrai" e mesmo o movimento Hippie, como dito no outro comentário, tbm tinha uma ideologia por trás.
Você disse que essas crianças "coloridas" ainda terão muito tempo para as coisas mais profundas, realmente terão, o problema é qual será o nível de maturidade delas.
Temo muitos que "tiriricas" sejam eleitos mo futuro!

Laila disse...

Isso me preocupa também. Digo, temo que continuem assim quando crescerem. Mas tenho esperança, sim. Afinal, nós tememos que "tiriricas" sejam eleitos por eles, mas "nós" mesmos elegemos um.

Simplesmente, Adriana... disse...

Concordo com vc totalmenteee!!!
Em gênero, número e grau!
Bjks mil!

Isablues disse...

Por mais que seja uma geração sem muito conteúdo e que Restart é musicalmente ridículo, é só uma fase.
E sem a cultura de cortar os pulsos dos extintos emos, ser colorido não é nem tão ruim assim (para aqueles dentro de uma idade considerável apropriada para gostar daquilo). Bom texto, colega.

Erik@tions disse...

ahsuashaushaushuahsuasha
Adoreeei!
Lya Luft+Martha Medeiros=Laila

Parabéns pelo trabalho moça!

Anônimo disse...

olha nao to nem ai se esse comentario vai ser postdo mas quero que tu entenda bm uma coisa, foi uma ofensa aos "roqueiros" e eu principalmente que sou metaleira comparar Kiss e as lendas em geral com EMOS e GAYSTARTIS e coloridos em geral, e como sua sanidade mental esta boa aproveita e usa ela bm , vlw!

Laila disse...

Prezado Anônimo, desculpe se ofendi. Não era minha intenção.

Anônimo disse...

boa postagem... acho ridículo esses metaleiros horríveis criticarem os "coloridos" tudo bem q é diferente e chama a atenção, mais o fato é que do mesmo modo que os metaleiros querem ser respeitados eles também devem transmitir respeito!!! acho ridículo também essa grande hipocrisia que o ser humano ainda insiste em ter- meu estilo é melhor, vc é errado, meus conceitos minhas músicas são melhores... vcs já sabem o resto.
Creio que se as pessoas que tanto criticam esse estilo de hj q os jovens gostam largassem de tanto oprimir os mesmos e se preocuparem com coisas mais importantes, tais como : violência, fome no mundo, corrupção, etc... o mundo com certeza seria um lugar melhor.....

concluindo: chega de hipocrisia, a quem vcs querem enganar? vcs msm, respeitem o próximo do msm jeito que vcs gostariam de ser respeitados, cada um tem um estilo, principalmente vcs metaleiros que tanto criticam essas bandas novas, vcs já passaram por tantas críticas e mesmo assim não amadureceram o suficiente para perceberem que essa falta de respeito que vcs tem não leva a absolutamente nada! Sejam diferentes daqueles que um dia tanto te criticaram e oprimiram( vcs sabem que é ruim sofrer isso, então por que fazem a mesma coisa?)
sejam seres humanos que realmente podem ser admirados... respeitem o próximo e deixem de atitudes imaturas...

Parabéns pelo artigo, muito excelente. Prefiro não me expor, mais o que posso dizer é que sou um adolescente de 16 anos, que não suporta as injustiças sociais e a imaturidade humana, a propósito também quero estudar direito!

muito obrigado !

Icaro T. disse...

Hei Garota, boa abordagem, naum tinha pensado dessa forma...
Tomarei cuidado antes de criar preconceitos!
daqui a 10 anos devo ter um filho, ou uma filha, e prefiro elas cheias de cores do que semi-nuas...

;) legal! Good Lock!

Anônimo disse...

Tenho que concordar com alguns, não sei ao certo de discordar de outros até porque eu não li todos os comentários, a questão é; Restart é musicalmente ruim. Agora se Laila acha que as crianças tem um direito de serem felizes e blá, blá , blá (sem lhe faltar o respeito0 creio eu que tudo bem eu concordei com esse ato agora o que se proceguiu não tem menor cabimento.