
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Máquina do tempo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Piadinha infame
Hitler chegou ao Inferno e encontrou o Diabo. O ditador insistiu com o demônio que precisava voltar à Terra. O Diabo explicou:
_Mas só pode voltar à Terra quem tem uma missão inacabada.
_Mas eu tenho uma missão inacabada!
_Ah é? E você vai fazer o quê na Terra?
_Preciso voltar para matar 6 milhões de judeus e um gato.
_Um gato?
_Tá vendo? Nem você se importa com os judeus.
Declaro o Banquinho oficialmente de férias até passarem as provas do PISM na UFJF e o Natal. Voltaremos com a programação normal dia 26 de dezembro.
Grata,
Laila.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Visão realista do tempo

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Não era.
No início do ano, ele ligou. Quis se redimir do bolo. Foram. Helena passou a tarde pensando: "se ele não tomar uma atitude, vou agarrar ele". E Luis não tomou atitude nenhuma. E ela também não o agarrou. Foi só um selinho.
Meses de vai-não-vai, até que ela resolveu botá-lo na parede:
_Luis, você tem algum sentimento por mim além da amizade?
_Olha, Helena, não posso dizer que não...
_Mas também não pode dizer que sim, né?
_Não é assim... é só que... eu não sei. Eu não gosto dessa cidade, eu vou embora ano que vem, e não queria nada que me prendesse aqui.
Começaram a namorar naquela noite.
Desde o início ela nunca mais foi a mesma. Ela queria conservá-lo a todo custo. Só agora via que não queria conservá-lo: queria tê-lo. Porque embora fosse dela, ela viu que nunca o teve. Era o mesmo aperto no estômago todas as noites. Aliás, todo o tempo. Ele viajava, ele se atrasava, e para ela sempre tudo bem.
Não durou nem dois meses. Ele chegou de viagem diferente, ela percebeu. Luis falou que precisava conversar com ela. E ela já sabia. Marcaram para a tarde. Na hora do almoço ela não quis comer, foi tomar banho. Cortou as pernas ao se depilar, se vestiu toda de roxo e foi.
Ele foi educado. A mesma conversa do início. Helena não sabia nem o que sentir. Não era a dor de perdê-lo, porque ela nunca o teve. Foi mais como uma batalha perdida. Batalha não, guerra. Ele disse que queria que eles continuassem amigos, ela disse que não conseguiria.
Eles se viam todo dia no colégio. Primeiro, ela cumprimentava. Depois passou a baixar os olhos. Um soco no estômago. Era assim que ela sentia quando o via, quando falavam dele. Seu consolo foi que seria um artigo definido na vida dele: A primeira namorada.
Nos momentos de maior orgulho dela, alguém sempre tinha que mencionar o Luis. Ainda que não fosse por mal. Não houve um só dia em que ela acordasse sem pensar "ano que vem ele vai embora e eu nunca mais vou precisar olhar na cara dele".
E agora, lembrando de tudo, ela chegou a uma conclusão: "não podia ter sido amor. Porque eu não quero que ele seja feliz. Foi doença, não sei o que foi. Queria ser a águia pra comer o fígado dele todo dia." E ela pensava nas lágrimas invisíveis, procurando um motivo justo para chorar de verdade.
Não era.
Não era.
Não é.
Meu primeiro conto!!
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
De capitais e orelhas
Isto me lembrou de um ponto de vista que descobri depois de ler Júlio Verne. Eu iria detestar dar a volta ao mundo em 80 dias.
Não me entendam mal, não é que eu não goste de viajar. Mas eu acho que cada país tem tanto a se conhecer, explorar, descobrir, aprender, que uma passagem rápida [ou mesmo distante, no caso das aéreas] jamais seria suficiente para essa sede imensa que eu tenho do mundo. Seria como um único gole para uma garganta seca: só traz mais sede.

Decorar passagens, descobrir lugares especiais além dos pontos turísticos: não há tempo, não há tempo!
Hoje, me imaginando no dia 81, de volta à minha casa, deitaria na minha cama, no meu quarto, lembrando da torre Eiffel e da de Pisa, da Estátua da Liberdade e das Pirâmides de Gizé e me sentiria incompleta. Talvez porque quisesse parar num café qualquer do Champs-Eliseés e olhar o tempo, porque gostaria de ter parado no pé da Esfinge até decifrá-la. Porque gostaria de ver tudo, e me contentaria com um único país que fosse. Se fosse para ser completo.
O mesmo para os livros. Ainda que fosse para ler somente um autor: ler tudo, entender, decorar.
Só o que é pleno me satisfaz.
Tá, não foi dos melhores que eu escrevi. O clássico da "boa idéia não devidamente aproveitada" mas dêem uma folga, minhas férias começam tecnicamente amanhã. Vai vir coisa melhor, garanto.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Livro "miojo", livro "macarronada"

Imagine uma macarronada. Aquela mesmo, de domingo, que a vovó faz a massa três dias antes, deixa descansar, faz o molho, rala o queijo, tempera e serve na travessa mais bonita. Quando você come uma macarronada, ela te sacia, te preenche por completo. Não dá para comer macarronada todo dia, dá muito trabalho, mas vale a pena.
Agora imagine um miojo. 3 minutos para fazer, tempero pronto, massa pronta, tem sempre o mesmo gosto, até criança faz.
É a mesma coisa com os livros. Se quiserem exemplos para ilustrar, no cenário nacional um autor "macarronada" poderia ser o Guimarães Rosa ou a Raquel de Queirós. Autor miojo acho que todo mundo já pensou. É, ele mesmo.
No internacional o campo é mais variado. Nietzsche [agora está certo], Kafka, Saramago rendem boas macarronadas, enquando os "enlatados" americanos (aqueles, com líderes de torcida louras metidas, meninas feias que se transformam e coisas parecidas) são os cup noodles.

Mas será que é certo crucificar os leitores miojo? Será que dá pra viver só de macarronada? Cada um tem a sua opinião. Minha professora era a favor da macarronada total (desde que o aluno tivesse condição de apreciá-la como se deve). Até porque, tem gente que não dá o devido valor a um prato bem feito.
Nesse ponto divergíamos. Porque eu sempre acreditei que cada um deve ler o que quiser. Embora seja a favor do equilíbrio. Varie. Devore seu Espinosa e descanse lendo, sei lá, um Harry Potter. Detesto esse preconceito elitista contra best sellers.
"O povo só lê bobagem". Antes bobagem que morrer de fome. Este ano li desde o Diário da Princesa (o nono!) até Maquiavel, e não acho que estou entalada nem desnutrida.
O Segredo da leitura é ter lucidez suficiente para discernir, se é que me entendem.
Desculpem pelo abandono, semana de provas é sempre a mesma coisa: devaneios demais, tempo de menos (de muito menos!). Achei tão divertido misturar leitura e culinária que repeti a dose. Bon appetit!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Redação "receita-de-bolo"

terça-feira, 11 de novembro de 2008
Pneumotórax, falência múltipla dos órgãos

sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Bom, eu nunca entendi porque as pessoas levam realmente a sério tudo que eu falo, inclusive as ironias. Ou eu não sei ser irônica (bem provável) ou sou convincente demais. O fato é que ontem um menino da 5ª série veio falar comigo no intervalo da manhã:
_Ah, eu vi que você ganhou o negócio lá da redação.
_Pois é.
_Sobre quem foi?
_Foi sobre o Oscar Niemeyer.
_Você conhece ele?
_Conheço, ele foi lá em casa semana passada.
_Só porque você ganhou, né?
_É, ele gostou muito.
O menino ficou com uma cara de "ah, nada demais conhecer o Niemeyer".
Depois voltou.
_É sério?
_Não.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Abstrato Armado

E ele amou tanto este mundo, este povo, estas formas, que deste amor nasceu um sonho: compartilhar essa maravilha igualmente com todos. Tornar a sociedade mais igual, mais justa, digna da bela natureza e do povo que nela habita. E para transmitir sua mensagem não foi necessária sequer uma gota de sangue. De fato, não precisou nem erguer a voz. Como mágico, encantou cimento e tijolo; e escolheu simplesmente o que fazia de melhor: arquitetura.
Se sua obra tivesse um som, seria bossa-nova. A poesia-elemento plástico emanando de seus olhos acostumados à sua terra – o Rio de Janeiro, com suas curvas de ondas, morros e mulheres – para seus croquis. Aquela busca incessante pela essência da beleza contida na forma natural. Rompeu com a implacável linha reta, julgadora, intransponível, e privou o poder da sisudez dos prédios carrancudos, quadrados. Armou-se de compasso e régua e pôs no papel a tradução do mundo harmonioso que sonhara. Amplo e leve, as pontas beijando o chão e espreguiçando-se graciosas e esguias a sustentar a construção.
Sempre acreditou na arte unificada, então encheu também a literatura, a ilustração e o design de móveis com seu estilo inconfundível. Mas foi na escultura que o protesto falou mais alto, que a ferida doeu mais fundo. A beleza das formas gigantescas pega o observador desprevenido: chocante exatamente por ser bela, falando de faltas tão graves. A desarticulação da América Latina, a exploração do povo negro, a ditadura militar, enfim, toda forma de opressão tornou-se veia aberta nas suas linhas. As máculas do passado expostas, ampliadas, como uma lição da História impondo-se implacável.
“A vida é um sopro”, disse ele. E continua soprando seu talento pelos diversos cantos do mundo. A brisa que vem do Brasil e passa pelas fronteiras na América, por Cuba, pela Europa e África. Arquiteto, comunista, escritor, desenhista. Pode chamá-lo como queira. Mas com a consciência de que está falando do homem que fez do concreto armado algo mais humano, abstrato; que revolucionou até o sentido de ser revolucionário: Oscar Niemeyer.
Vou mimar um pouco minha auto-estima agora. O texto aí em cima acabou de me valer o primeiro lugar (!!!!) no regional de redação da UBM Valorizando o Talento Brasileiro. Todo mundo tem o direito de ser metido de vez em quando, certo?
rsrsrsrsrsrs...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Carta aberta aos filhos de 1990-91


sexta-feira, 17 de outubro de 2008
A inspiração suprema... e o bater com a cara na parede


quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Não basta



domingo, 28 de setembro de 2008
Portinholas

Onde branco contra preto
É de um beijo.
Porque a melhor medida do direito
Por: Laila Natal e Lucas Larcher
sábado, 27 de setembro de 2008
Pachacúti


Vez das Humanas ^^
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
De vestibulares e filósofos


sábado, 20 de setembro de 2008
Tlazolteotl
